obiter scripta

2009/10/15

Lord of the Ages

Filed under: Música — Obiter Scriptor @ 22:44

Alguém pegou no caixote das recordações da minha adolescência e o espalhou no meio das recordações de toda a espécie de gente. Fizeram uma vala comum de recordações , sem qualquer critério cronológico, digitalizaram tudo e chamaram-lhe… “You Tube”!  Estou a usá-lo para recuperar as músicas que não ouvia há décadas e mesmo quando a qualidade do som é sofrível, é bem melhor que os meus vinilos empenados e as minhas cassetes roucas.
Hoje deu-me para recordar o grupo Magna Carta numa das suas melhores canções: “Lord of the Ages”, escrita por Chris Simpson, e editada em 1973.
Puxei o clip e fui à procura da letra.

Lord of the Ages

 

Lord of the Ages rode one night
Out through the gateways of time
Astride a great charger
In a cloak of white summit
He flew on the air
Like a storm
Dark was the night
For he gathered the stars in his hand
To light a path through the sky
Rather hoofs of his charger
Made comets of fire
Bewitching all eyes
Beheld them

Lord of the Ages, nobody knows
Whether he goes, nobody knows

Below a dark forest in caves of black granite
The children of darkness dwelt in oblivion
Betraying one another in endless confusion
But the Lord of the Dark
Had bewitched them
From time’s first creation
The wise men and prophets
And all workers of magic
Had warned of the reckoning
The wind and the fire
And the plague of destruction that follows the path
Of evil

Lord of the Ages, nobody knows
Whether he goes, nobody knows

Far above the wide ocean and thundering rivers
Through the sun and the rain
The turn of the seasons
Rode the god of all knowing
While all around him celestial companions
Friends from the void before time was woven
Honour his crown with words of white fire
And carry his robes with light

Whether he goes, nobody knows

But in the peace of a valley
A young child was born
Filling the night with his crying
And an old man gave thanks to the lord of the ages
Who’s battle is not with innocence
But the birds of the air were silent
Knowing that time had come when time was forgotten
The waters were stilled
The mountains stood empty
And the cities were deaf
Long, long ago

Enough
Cried a voice
And the earth was awaking
Poor and the rich fell to ring of the fire
Death and destruction rode out together
Turning the world to a funeral pyre

It was the Lord of the Ages – Gathering in the harvest
I thank the Lord of the Ages – Gathering in the harvest
Oh, Lord – Gathering in the harvest

Gathering in the harvest (4,25x)

And from the blood and the thunder of men in their dying
His eyes dark with sorrow
The Lord of the Ages
Gathered in his harvest

Gathering in the harvest, gathering in the harvest . . .

But to the old and helpless
The weak and the humble
To the children of light
His words of compassion breezed on them gently
Dissolving the darkness across the great valley that rumbled with fire
And from the death and destruction
The Lord of the Ages
Carried the fruit to the harvest
To freedom

Lord of the Ages, nobody knows
Whether he goes, nobody knows

Sem embalagem

Filed under: Opinião — Obiter Scriptor @ 10:56
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Para quem pense que a embalagem é excessiva ou mesmo supérflua, não há como imaginar o que seria a  nossa rotina sem embalagens. É o que se faz neste clip, preparado por uma associação francesa ligada ao sector (www.elipso.org). As questões de resíduos só podem ser equacionadas depois de satisfeitas as necessidades funcionais da embalagem: proteger e conservar o produto, garantir a saúde e segurança dos consumidores.

2009/10/09

A Próxima Crise

Filed under: Opinião — Obiter Scriptor @ 12:09
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A China tem 20% da população mundial mas apenas 3% do consumo mundial. Apesar do crescimento a dois dígitos, a economia chinesa está “desequilibrada, instável, descoordenada e insustentável”, segundo palavras do primeiro ministro chinês. É uma economia dependente da exportação, que representa 65% do PIB chinês. O inverso da economia americana, em que as exportações representam 28% (dados de 2007). Em palavras simples: os americanos consomem demais e os chineses consomem muito menos do que deviam. Esta situação é uma bomba relógio na economia mundial. Um “sarilho com duas bolhas” (“double bubble trouble“). Se o desequilíbrio não for corrigido, poderá sobrevir uma crise de proporções muito maiores.
Este aviso está bem expresso no livro “The Next Asia: Opportunities and Challenges for a New Globalization“, de Stephen Roach (acabado de editar pela Wiley), onde ficarem reunidosnext asia artigos publicados ao longo dos últimos anos. Roach foi um dos economistas que previu a crise a vários anos de distância (pelo menos desde 2004) e tem estado especialmente atento às interacções entre o “Ocidente” e a região asiática. Ao contrário de muitos observadores deslumbrados com as taxas de crescimento da China, Roach está pessimista com o futuro da região asiática. A única forma de evitar um crash económico e social será reduzir a dependência das exportações e… começar a consumir.
No Ocidente, é o inverso: os americanos e os europeus devem reaprender a poupar. Como diz Roach: “game over for the american consumer” (pag. 5).
O reequilíbrio passa por uma mudança radical na actuação dos bancos. Na Ásia, eles devem expandir o crédito ao consumo. No Ocidente, devem retomar o crédito ao investimento. O contrário do que têm andado a fazer.

Não resisto a citar Roach, num dos textos incluídos neste seu livro mais recente: “Uma estratégia mais eficaz será tentar pivotar a economia do consumo para as exportações e para os investimentos em infra-estruturas necessárias a longo prazo. Não será fácil fazê-lo. Uma mudança como esta no mix da economia irá passar por medidas favoráveis à exportação, tais como um dólar fraco e o aumento do consumo no resto do mundo, fortalecendo a oferta dos produtos feitos na América. As medidas fiscais devem ser orientadas para incentivar o trabalho de base para o crescimento futuro, especialmente as antiquadas estradas, pontes e portos do país. (…) A focagem nas exportações e no invesdtimento em infraestruturas poderá limitar a recessão. Esta aproximação poderá também estabelecer a base para uma etapa económica mais equilibrada e sustentável no próximo ciclo.” (pag 37, tradução nossa).

Stephen Roach apontou as prioridades de política económica para a administração Obama: poupança, exportações e reforma do sistema financeiro (p. 57). A receita é válida para todos os países e regiões a braços com a “postbubble economy” (a economia depois da bolha ter rebentado). É válida para a Europa e até para pequenas economias como a de Portugal.

O lado maléfico da globalização não são as lojas chinesas. São os bancos que continuam a acreditar que o Sr. Silva é capaz de pagar pontualmente as prestações de um electrodoméstico de “última” geração (que ficará “obsoleto” em menos de um ano), mas não acreditam que é capaz de pagar as prestações de uma nova máquina para aumentar a capacidade da sua empresa industrial. São os mesmo bancos que, na China, alavancam a produção em massa, mas não financiam o consumo dos bens que os chineses produzem. Quando os ocidentais, insolventes, deixarem de poder comprar tudo o que vem da Ásia, a bolha rebentará. Provavelmente, o crash financeiro poderá ser acompanhado de um crash social.

O sistema financeiro mundial, com toda a sua sofisticação e complexidade, é coisa para peritos. Mas, se reduzido à sua expressão mais simples, não passa de uma aldrabice. Ele é bem mais perigoso para a saúde e futuro da espécie que as alterações climáticas.

2009/10/08

Um Poema sobre a Política da Concorrência

Filed under: Opinião — Obiter Scriptor @ 16:27
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Richard W. Grant é um dos autores mais citados pelos comentadores libertários e pela escola “free market liberianism”. O livro “Tom Smith and His Incredible Bread Machine – A Study of Capitalism, Freedom and the State” foi originalmente publicado em 1964, numa edição da Quandary House (Manhattan Beach, Califórnia, EUA). Teve várias edições ilustradas por Richard Stein, designadamente em 1978 e 1999. No prefácio a esta edição de 1999, Grant afirma que “os nossos problemas não serão resolvidos pela força política mas unicamente pelo esforço privado numa sociedade livre”. (“Our problems will not be solved by political force, but only by private effort  in a free society”). Tanto ou mais do que o livro, o que tornou Grant célebre foi o poema incluído neste livro. Qualquer que seja a opinião sobre as ideias “libertárias”, o poema é uma sátira sobre a política da regulação da concorrência que mantém a actualidade. O texto (integral ou em excertos) encontra-se com facilidade na internet. Aqui vamos reproduzir a versão original do autor. Na parte final do poema, temos uma versão em português!

O poema conta a história de Tom Smith que inventa uma máquina de fazer pão e obtém tal sucesso que cai sob a alçada da autoridade da concorrência…

The Incredible Bread Machine

This is the story of a man whose nameScreenShot625
Was a household word: a man whose fame
Burst on the world like an atom bomb;
Smith was his last name; first name Tom.

Now, Smith, an inventor, had specialized
In toys, so people were surprized,
When they found that he instead
Of making toys, was BAKING BREAD!

The way to make bread he’d conceived
Cost less than people could believe!
And not just make it! This device,
Could in addition, wrap and slice!
The price per loaf, one loaf or many,
The miniscule sum of under a penny!

Can you imagine what this meant?
Can you comprehend the consequent?
The first time yet the world well fed,
And all because of Tom Smith’s bread.

A citation from the President,
For Smith’s amazing bread,
This and other honours too,
Were heaped upon his head!

But isn’t it a wonderous thing,
How quickly fame is flown?
Smith, the hero of today,
Tommorow, scarcely known!

Yes, the fickle years passed by,
Smith was a millionaire,
But Smith himself was now forgot,
Though bread was everywhere…
People, asked from where it came,
Would very seldom know.
They would simple eat and ask,
“Was not it always so?”

However, Smith cared not a bit,
For millions ate his bread…
And everything is fine, thought he,
I am rich, and they are fed!

Everything was fine, he though,
He reckoned not with fate.
Note the sequence of events,
Starting on the date,
On which the business tax went up.
Then, to a slight extent,
The price on every loaf rose too:
Up to one full cent!

“What’s going on!” the public cried,
“He’s guilty of pure plunder!
He has no right to get so rich
on other peoples hunger!”

(A Prize cartoon depicted Smith,
With fat and drooping jowls,
Snatching bread from hungry babes,
indiferrent to their howls!)

Well, since the public does come first,
It could not be denied
That in matters such as this,
The Public must decide!

So Anti-Trust now took a hand,
Of course, it was appalled
At what it found was going on.
The “Bread Trust” it was called.

Now this was getting serious,
So Smith felt that he must
Have a friendly interview
With the men in Anti-Trust.

So hat in hand, he went to them.
They’d surely been misled;
No Rule of Law had he defied.

But then their lawyer said:
“The Rule of Law, in complex times,
Has proved itself deficient.
We much prefer the Rule of Men,
It’s vastly more efficient!

Now let me state the present rules,” Documento1
The lawyer then went on,
“These very simple guidelines,
You can rely upon:
You’re gouging on your prices if
You charge more than the rest.
But it’s unfair competition if
You think you can charge less!
“A second point that we would make
To help avoid confusion…
Don’t try to charge the same amount,
That would be Collusion!
You must compete. But not too much,
For if you do you see,
Then the market would be yours -
And that’s Monopoly!

Price too high?
Or Price too low?
Now, which charge did they make?

Well, they weren’t loath to charging both,
With Public Good at stake!

In fact, they went one better!
They charged “Monopoly!”
No muss, no fuss, oh, woe is us!
Egad, they charged ALL THREE!

“Five Years in jail,” The Judge then said
“You’re lucky it’s not worse!
Robber Barrons must be taught,
Society comes first!”

Now bread is baked by government.
And as might be expected,
Everything is well controlled.
The Public well protected.

True, loaves cost a dollar each,
But our leaders do their best!
The selling price is half a cent..
Taxes pay the rest.

R.G. Grant

1964

SE – traduzindo o poema de Kipling

Filed under: Literatura — Obiter Scriptor @ 13:55
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Madredeus – Haja o Que Houver

Filed under: Música — Obiter Scriptor @ 13:33
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Recordando a guitarra de Pedro Ayres Magalhães e a voz de Teresa Salgueiro


Firth of Fifth

Filed under: Música — Obiter Scriptor @ 12:05
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Para os apreciadores do “rock progressivo”, e para todos quantos apreciam o domínio virtuoso da guitarra, sugiro um “clip” de Steve Hackett. “Fifth of Fifth”, do álbum “Selling England by the Pound”, dos Genesis, contém um dos mais fantásticos solos de guitarra de sempre.

O “clip” é de 2007. O original é de 1973. A faixa “Fifth of Fifth” dura mais de 9 minutos e ficou célebre não só pelo solo de Hackett, mas também pela introdução com o piano de Tony Banks. No clip seguinte, temos uma versão “ao vivo”, gravada em Montreal em 1974.  Apesar da qualidade do clip, das barbas e dos disfarces, dá para reconhecer Phil Collins (percussão), Tony Banks (teclas), Mike Rutherford (guitarras), Steve Hackett (guitarras) e Peter Gabriel (voz e flauta). Tão novos que eles eram…

Amália

Filed under: Música — Obiter Scriptor @ 10:58
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“Zanguei-me com o meu amor”. Fado escrito por Linhares Barbosa e Jaime Santos. No “clip”, temos a imagem do filme “Fado – A História de uma Candadeira”, realizado por Perdigão Queiroga e estreado em 1948. No fim, António Silva, com o seu estilo inconfundível…

Mais sobre Amália: é fácil encontrá-la no You Tube e na net em geral. Por exemplo, no blog http://amalia-fado.blogspot.com/

O declínio da Europa é inevitável?

Filed under: Opinião — Obiter Scriptor @ 9:48
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Se olharmos para as estatísticas (comércio stricto sensu e não só), existem sinais que prenunciam vulnerabilidades várias face ao avanço de países asiáticos como a China e a Índia. O declínio é possível. Mas será mesmo inevitável? Acabo de ler um artigo de Frans-Paul van der Puten na edição on line da revista Europe’s World que aborda este tema, focando em especial o aumento da influência económica da China e dos investidores chineses na economia mundial e especialmente na economia europeia.
No plano da diplomacia, a Ásia e o “Ocidente” partilham normas e princípios fundamentais. Todavia, o consenso é apenas semântico: a China não tem o mesmo conceito de “direitos humanos” que a Europa. Tal como não tem o mesmo conceito de “liberdade económica”. A China mostrou que é possível ter uma economia aberta e capitalista (“é capitalismo, mas a uma velocidade sem precedentes” – comentou Bill Gates), mantendo uma fortíssima intervenção estatal. Curiosamente, a Europa, que foi tão lesta a reduzir a regulação económica aos mínimos mais perigosos, está agora a assistir a um coro desafinado de apelos à regulação (já se fala em “re-regulação”)…
Dificilmente a China deixará que o “Ocidente” interfira naquilo que considera serem os seus “assuntos internos”. Mas se a Europa desistir de integrar os direitos humanos em todas as áreas da sua interacção internacional, então assistiremos mesmo ao declínio da própria ideia de Europa. A essência da Europa está nos direitos humanos e é isso que faz com que ela continue a atrair imigrantes desejosos de liberdade e dignidade.
Os consumidores europeus vivem iludidos com o seu frágil poder de compra, cada vez mais alavancado por um sistema financeiro cada vez mais especulativo. A Europa aprendeu a produzir e vender com regras de dignidade humana, dignidade do trabalho e liberdade política. Mas ainda não aprendeu a importar e consumir com essas mesmas regras. A verdade é que a Europa é um gigantesco centro comercial onde se vendem produtos que só não são ilegais porque … não foram fabricados na Europa. Já existem esquemas de certificação, marcas “CE” e outros mecanismos cuja única utilidade é a informação e segurança do consumidor. Também se sabe como é fácil e fica impune o uso abusivo dessas marcas por parte de fabricantes e traders asiáticos. Mas o que não existe são sistemas de certificação da conformidade dos produtos com normas mínimas de respeito pela dignidade humana e social.
Dito por palavras simples: se o produto sai de uma fábrica onde não se respeitam os direitos dos trabalhadores ou onde se cometem abusos de horário, trabalho infantil, etc. – esse produto deve ser proibido e posto fora do mercado. Não é por ser chinês ou indiano. É por ser indigno de chegar ao mercado!
A ideia que acabo de apontar não é uma derivação do proteccionismo nem tem qualquer afinidade com as visões chauvinistas ou isolacionistas. Do que se trata é de aplicar as mesmas regras e princípios a todos, incluindo as regras laborais e de segurança do consumidor que já são aplicadas aos produtos europeus. Sejamos rigorosos: os produtores europeus estão a ser fortemente discriminados. Se quiserem produzir nas mesmas condições que a China ou a Índia, os empresários europeus arriscam-se a serem tratados como criminosos. Mais seguro e muito mais lucrativo é fechar as fábricas, lançar os trabalhadores no desemprego, e abrir negócios de importação de produtos asiáticos…
A diplomacia política e económica encontra-se perante um desafio: integrar nas regras de liberdade de comércio e globalização os princípios fundamentais de civilização. Não é necessário interferir nos “assuntos internos” da China. Basta que a Europa seja capaz de tratar dos seus “assuntos internos”. O direito de proibir produtos sub-standard (dos pontos de vista da qualidade, da segurança e da dignidade humana) é um “assunto interno” da Europa relativamente ao qual não se admitem “interferências”…

2009/10/06

Modelos e Dólares perdem popularidade

Filed under: Opinião — Obiter Scriptor @ 22:51
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A revista alemã Brigitte anunciou que vai deixar de usar imagens de modelos profissionais , passando a preferir imagens de mulheres com “figuras normais”. A revista imprime mais de 700 mil exemplares e domina o segmento das revistas femininas. O editor diz que é tempo de deixar de disfarçar a anorexia com as funcionalidades do software gráfico. Os críticos dizem que tudo não passa de uma estratégia de redução de custos…
O dólar americano está a sofrer uma crise de popularidade similar. Também ele está anoréctico e tudo indica que vai continuar em baixa, para suportar as exportações americanas. Nos últimos dias, voltou a admitir-se o abandono do dólar americano como moeda de referência em mercados internacionais como o do petróleo.

Sons de África

Filed under: Terra — Obiter Scriptor @ 22:05
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Há uns anos, quando mostrei o filme do meu primeiro (e até agora único) safari fotográfico numa reunião doméstica, um dos meus familiares não resistiu. Africano de nascimento, ao ver o nascer do sol no écran, saiu da sala a segurar a lágrima…
Huw Williams e Rebecca Sumner percorreram o continente africano e gravaram sons. Isso mesmo, sons. A queda da chuva, os sons da madrugada junto ao lago, o som da piroga que desliza sobre a água do rio, … É a alma de África em sons que podem ser ouvidos no site www.listentoafrica.com. Alguns deles substituem com proveito o som do despertador, ou a “música” de espera das centrais telefónicas.

Está aí alguém?

Filed under: Opinião — Obiter Scriptor @ 21:23

Nasci nos anos 60 e tenho andado ocupado.

Por aqui vou deixar escritos de passagem, comentários sobre o que me apetecer, alguns links e achados e fingir que alguém me lê. Não prometo coisa alguma.

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